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 CONHEÇA AS ROCHAS ORNAMENTAIS    
 FATORES DE DEGRADAÇÃO DAS ROCHAS

As rochas utilizadas para fins ornamentais e de revestimento sofrem solicitações naturais e artificiais, que provocam desgaste, perda de resistência mecânica, fissuração, manchamento, formação de crostas (eflorescência de sais) e mudança de coloração. As solicitações naturais estão relacionadas ao intemperismo geológico, deformação (tectônica e atectônica) e erosão. As solicitações artificiais estão ligadas à lavra, beneficiamento, manuseio e uso/aplicações.

Em revestimentos, os processos de degradação dos materiais aplicados são decorrentes da ação de agentes físicos, químicos e biológicos, conforme ilustrado pelo IPT na Tabela 6.1: see table

As alterações mais importantes ocorrem pelo ataque físico-químico dos minerais constituintes das rochas, podendo-se destacar alguns parâmetros conhecidos:

- Os álcalis, por exemplo na forma de soda cáustica, atacam os minerais silicatados, presentes nas rochas graníticas e granitóides em geral;

- Calcita e dolomita, que são carbonatos e principais constituintes dos mármores, sofrem ataque de todas as soluções aciduladas;

- O oligoclásio, mineral silicatado da família dos feldspatos cálcio-alcalinos, e a nefelina, também um mineral silicatado do tipo feldspatóide, são sensíveis ao ácido clorídrico;

- Os minerais máficos (escuros) são mais alteráveis por oxidação que os minerais félsicos (claros), salientando-se que o hiperstênio, mineral máfico da família dos piroxênios e constituinte dos charnockitos (granitos verdes tipo Ubatuba), degrada-se por insolação e modifica o padrão cromático da rocha;

- Os sulfetos, minerais metálicos que ocorrem como acessórios tanto em mármores quanto em granitos, serpentinitos e quartzitos, oxidam-se mais ou menos rapidamente quando expostos às condições atmosféricas, constituindo assim um dos principais problemas das rochas de revestimento.

Testes de simulação de alterabilidade dos materiais, para uma análise previsional de desempenho nas condições normais de uso, podem ser executados. Os fundamentos desses ensaios são apresentados na Tabela 6.2: see table

A restauração das rochas aplicadas deve ser efetuada mediante análise específica do problema observado. Os procedimentos mais comuns para remoção de manchas e outras alterações, incluem repolimento, aplicação de ácido oxálico (solução de 10% em volume), aplicação de água oxigenada (20 volumes), jateamento de areia (para superfícies não reflectantes) e aplicação de água quente e/ou valor d’água sob pressão. Para trincas e cavidades, costuma-se efetuar preenchimento com massa plástica, cimento branco ou gesso, misturado ao pó da rocha afetada. Especificamente para travertinos (por exemplo Bege Bahia), existem estuques próprios bastante utilizados em cavidades.

Os melhores produtos para limpeza regular das rochas, principalmente em pisos, são os detergentes de pH neutro e os sabões puros. Os métodos mais comuns para essa limpeza sistemática, envolvem a própria lavagem, varrição, aspiração (superfícies não polidas) e uso de esfregão úmido. Também para os pisos é importante que se efetue o trabalho de limpeza com a maior regularidade possível, pois além de abrasiva a sujeira acaba se impregnando nas superfícies pela pressão do tráfego de pedestres.

A prevenção de problemas relacionados à absorção de líquidos e oleosidade, pode ser viabilizada através de impermeabilizantes subsuperficiais hidro e óleo repelentes. A utilização desses selantes só pode ser efetuada mediante testes específicos, pois os produtos disponíveis no mercado não têm composição adequadamente grafada e suas recomendações de uso são muito genéricas.

A melhor medida preventiva quanto a esses e outros problemas observados, é no entanto a correta especificação das rochas para os usos pretendidos. A partir de novos códigos de defesa do consumidor e certificações ISO de qualidade, serão de fato cada vez mais exigidos o conhecimento e interpretação das características tecnológicas das rochas comercializadas.


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