As propriedades físico-mecânicas
de maior interesse para avaliação comparativa de mármores
e granitos, que representam os dois principais grupos de rochas de ornamentação
e revestimento, envolvem resistência ao desgaste abrasivo, resistência
ao cisalhamento por compressão uniaxial, resistência à
ruptura por tração na flexão e absorção
d’água.
A resistência ao desgaste abrasivo é normalmente proporcional
à dureza na “escala de Mohs”, dos minerais constituintes
das rochas. A calcita e dolomita, principais constituintes dos mármores,
têm dureza 3 e 3,5-4, respectivamente. A dureza dos principais
componentes dos granitos é sensivelmente superior, mencionando-se
o quartzo (dureza 7), os feldspatos (6) e os minerais ferro-magnesianos
(4 a 6).
Observa-se assim que, como função da dureza dos minerais,
os granitos são mais resistentes ao desgaste abrasivo e também
a riscos (arranhões). Entre os granitos será tanto maior
a resistência quanto maior a quantidade de quartzo; entre os mármores,
tanto maior a resistência quanto maior o caráter dolomítico.
O desgaste das rochas pode ser também provocado por escarificação
(arranque) dos grãos minerais, o que parece estar condicionado
não à composição mas à textura dos
cristais. A textura metamórfica dos mármores de massa
grossa é sobretudo granoblástica do tipo sacaróide,
menos resistente à escarificação que aquelas comuns
nos granitos.
É possível que as diferenças texturais e portanto
o tipo de embricamento dos cristais, justifique inclusive os valores
médios mais elevados das rochas silicáticas na resistência
à compressão e flexão, novamente realçando
sua superioridade físico-mecânica frente aos mármores.
Em função das modernas técnicas de fixação
de chapas em pisos e fachadas, com anteparos metálicos, destaca-se
particularmente o diferencial representado pela flexão.
Com respeito à absorção d’água, que
traduz a porcentagem de espaços vazios intercomunicantes, ou
seja, a porosidade efetiva dos materiais, os valores observados para
as rochas silicáticas e silicosas são geralmente maiores
que os das rochas carbonáticas. Os granitos e quartzitos, mesmo
polidos e lustrados, estão assim mais sujeitos que os mármores
ao manchamento por infiltração de líqüidos.
As diferenças físico-mecânicas observadas entre
mármores e granitos recomenda a discriminação de
usos e ambientes de aplicação, não implicando contudo
em técnicas ou procedimentos distintos de fixação
em revestimentos.