Outros ensaios tecnológicos,
também muito importantes, são exigidos sobretudo para
a qualificação das rochas destinadas ao mercado externo.
Tais ensaios avaliam a resistência ao impacto (impacto de corpo
duro), a alterabilidade por imersão em líquidos reativos
e o módulo de deformabilidade estático, determinando-se
ainda a resistência à ruptura por compressão após
vários ciclos de congelamento e degelo das rochas, bem como a
existência de descontinuidades através da velocidade de
propagação de ondas ultrassônicas.
Destaca-se que as estruturas das edificações sempre se
deformam (“trabalham”) ao longo do tempo, havendo movimentação
diferencial em relação ao revestimento e portanto solicitações
compressivas, distensivas e de flexão.
A resistência físico-mecânica à ruptura, quer
por compressão ou flexão, bem como a capacidade de deformação
elástica (dúctil) por esforço ou variação
de temperatura, são, no conjunto, importantes para todas as situações
de uso das rochas na construção civil.
A observação das propriedades intrínsecas dessas
rochas e suas reações, aliadas a técnicas adequadas
de assentamento, aumentam a confiabilidade e durabilidade dos revestimentos
contra o risco de alterações estéticas, ruptura,
descolamento e queda das placas.
Com base em ensaios tecnológicos realizados pelo Instituto de
Pesquisas Tecnológicas - IPT, nos principais tipos litológicos
brasileiros aproveitados para fins ornamentais e de revestimento, são
apresentadas na Tabela 3.1 as faixas de variação ou valores
médios obtidos para diferentes grupos de rochas. Em função
do uso pretendido, pode-se discriminar os ensaios e análises
de interesse para a qualificação das rochas, de acordo
com a Tabela 3.2. A Tabela 3.3 discrimina os diferentes ensaios, as
normas técnicas que os especificam e os resultados exigíveis
para alguns deles.
Um dos novos ensaios, atualmente bastante exigido para placas de revestimento
de pisos, é o “grau de escorregabilidade” (degree
of slipperiness), que permite avaliar o risco de quedas dos transeuntes.(ver
tabela)