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 CONHEÇA AS ROCHAS ORNAMENTAIS    
 Coeficiente de Dilatação Térmica Linear

Como materiais naturais sólidos, as rochas se dilatam e comprimem respectivamente pelo aumento e diminuição da temperatura.

Em climas tropicais e subtropicais, como o do Brasil, as temperaturas mínimas raramente atingem o ponto de congelamento da água, não havendo portanto maiores problemas com perda de resistência físico-mecânica, decorrente da tensão de vazios, provocada pelo gelo nos interstícios das rochas.

Sendo no entanto elevadas as temperaturas máximas, verifica-se um processo sensível de dilatação das rochas, aplicadas sobretudo em revestimentos de pisos e fachadas sujeitos à insolação.

O coeficiente de dilatação térmica, aferido para os diferentes tipos litológicos, permite definir o espaçamento mínimo recomendável entre as chapas de um revestimento, de forma a se evitar o seu contato, compressão lateral e embricamento.

Em revestimentos verticais fixados com inserts metálicos, sem argamassa, o espaço entre as placas é vazio e permite acomodar a dilatação. Em revestimentos de pisos e fachadas fixados com argamassas, o rejuntamento das placas com materiais ligantes ocupa esses espaços vazios que acomodariam a dilatação; nesta condição, o problema é ainda agravado pelo coeficiente de dilatação diferencial da rocha, da argamassa e do material de rejuntamento, que pode acarretar o descolamento das chapas e sua queda de fachadas.

No Brasil, os ensaios de caracterização do coeficiente de dilatação térmica linear são executados com dois corpos de prova de formato cilíndrico, aquecidos em água de 0° a 50°C e novamente resfriados até 0°C, de acordo com a norma ABNT-NBR 12756. Os resultados desses ensaios são expressos em (mm/m x °C) x 10-3.

Destaca-se que os materiais escuros absorvem mais intensamente os raios solares, dissipando menos calor, atingindo maior grau térmico e desenvolvendo assim índices mais elevados de dilatação. Esses materiais escuros são portanto aconselháveis para revestimento de edificações em climas temperados e frios, pois nas regiões de clima quente haverá tanto o problema técnico referido, quanto um maior gasto de energia para refrigeração dos ambientes.

  Ver Também
   - Petrografia Microscópica
- Índices Físicos
- Desgaste Amsler- Compressão Uniaxial
- Resistência à Tração na Flexão
- Coeficiente de Dilatação Térmica Linear
- Outros Ensaios e Aspectos Importantes

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- Noções Gerais do Beneficiamento
- Propriedades Destacadas para Mármores e Granitos
- Fatores de Degradação das Rochas
- Principais Agentes de Alteração em Revestimentos
- Critérios de Especificação / Usos Recomendados
- Principais Fontes de Consulta

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