A tensão de ruptura por compressão
uniaxial, é indicativa da resistência das rochas ao cisalhamento
quando submetidas à pressão de carga, o que normalmente
ocorre em funções estruturais. O ensaio de compressão
uniaxial é exigível para todas as utilizações
possíveis de uma rocha ornamental (revestimentos verticais, pisos,
degraus e tampos).
O ensaio de avaliação é realizado em cinco corpos
de prova com formato retangular no estado seco, segundo diretrizes da
norma ASTM-C170, sendo os resultados expressos em kgf/cm2 ou MPa. Rochas
anisótropas e principalmente as movimentadas, com estruturas
definidas por minerais placóides (micas), tendem a apresentar
valores distintos da tensão de ruptura, de acordo com o posicionamento
do eixo do corpo de prova em relação a essas estruturas.
Rochas isótropas, de granulação fina a média,
são por sua vez normalmente mais resistentes à ruptura
por compressão uniaxial.
Com as técnicas mais modernas de fixação em revestimentos
verticais, através de inserts metálicos, não ocorre
acumulação de carga entre as placas. Em termos mais gerais
e independentemente da técnica de assentamento, não existe
uma relação matemática direta entre a tensão
de ruptura dos materiais e as dimensões recomendadas para as
placas nos revestimentos.
O que de fato existe é a indicação da sanidade
e robustez das rochas, com valores mínimos sugeridos pela ASTM
para os principais grupos litológicos aproveitados em ornamentação
e revestimento.
Pode-se, no caso, destacar como inconveniente o posicionamento paralelo
ou transversal dos planos de bandeamento/foliação das
rochas anisótropas, em relação ao alinhamento do
eixo de compressão a que ela será submetida na obra especificada.