O teste Amsler mede a resistência
dos materiais frente à solicitação abrasiva, sendo
efetuado com dois corpos de prova friccionados em areia quartzosa granulometricamente
selecionada. A medida de desgaste, expressa em milímetros, é
aferida após 500 e 1.000 giros da roda de fixação
dos corpos de prova no equipamento de ensaio.
A resistência ao desgaste é normalmente proporcional à
dureza, na escala de Mohs, dos minerais constituintes da rocha. Rochas
silicatadas (graníticas) são mais resistentes que as carbonatadas
(mármores e travertinos). Entre os granitos, será tanto
maior a resistência quanto maior a quantidade de quartzo. Entre
os mármores, será tanto maior a resistência quanto
maior o caráter dolomítico (magnesiano).
Observa-se assim que, como função da dureza dos minerais,
os granitos mostram maior resistência ao risco (arranhões)
e ao desgaste abrasivo, sendo por isto idealmente especificados para
pisos, sobretudo nos casos onde espera-se grande tráfego de pedestres.
A textura das rochas constitui no entanto um elemento também
muito significativo, pois o seus desgaste pode ocorrer tanto por abrasão,
quanto por arranque (escarificação) dos constituintes
mineralógicos. As texturas metamórficas do tipo sacaróide,
comuns nos quartzitos, e do tipo granoblástica, comuns nos migmatitos
(granitos movimentados fantasia, do ponto de vista comercial), conduzem
ao processo de escarificação. Exemplos conhecidos de migmatitos,
com 30-35% de quartzo, mostraram índice de desgaste superior
ao de granitos com 5-10%. Cristais grosseiros de granada, mineral quebradiço
e freqüente nas rochas metamórficas, também são
submetidos a arranque e provocam cavidades na superfície das
placas polidas.
Tais aspectos reafirmam o alcance dos estudos petrográficos por
microscopia óptica, que permitem tanto a definição
dos constituintes mineralógicos, quanto a caracterização
da textura da rocha, como elementos auxiliares para a previsão
de desgaste dos materiais aplicados.