Quartzitos
podem ser definidos como rochas metamórficas com textura sacaróide,
derivadas de sedimentos arenosos, formadas por grãos de quartzo
recristalizados e envolvidos ou não por cimento silicoso. Tanto
quanto nos mármores, a recristalização mineralógica
ocorre por efeito de pressão e temperatura atuantes sobre os
sedimentos arenosos originais, tornando os quartzitos normalmente mais
coesos e menos friáveis que os arenitos.
Os minerais acessórios
mais comuns são as micas (filossilicatos), zircão, magnetita/
ilmenita e hidróxidos de ferro e de manganês. As feições
estéticas dos quartzitos, sobretudo o padrão cromático,
são determinadas pelos minerais acessórios.
Quartzitos com pequena
participação de filossilicatos (normalmente mica branca),
não desenvolvem foliação metamórfica e planos
preferenciais de partição. Estes quartzitos são
portanto caracterizados como rochas maciças de textura sacaróide
granoblástica, extraídos como blocos nas pedreiras e posteriormente
serrados em chapas. Por exemplo, os quartzitos lavrados na Bahia, enquadram-se
dentre as variedades maciças existentes no Brasil.
Quando é maior
a presença de micas, os quartzitos desenvolvem textura sacaróide
granolepidoblástica, com planos preferenciais de partição/delaminação
aproveitados para extração direta de placas no maciço
rochoso lavrado.
O maior grau de absorção
d’água (0,20-0,80%) proporcionado pela textura sacaróide,
evita o empoçamento de água e facilita a drenagem de pisos
externos, sobretudo da borda de piscinas. Além disso, a inexistência
de minerais reativos torna os quartzitos inertes a agentes de alteração,
como produtos de limpeza e soluções ácidas em geral.
Não existe disciplinamento
para as designações comerciais aplicadas aos quartzitos,
com tendência de se chamar como São Tomé, materiais
de diversas procedências. As variedades comercializadas incluem
rochas de coloração esbranquiçada, amarelada (champagne),
esverdeada, rosada e acinzentada, apresentadas sobretudo como lajotas
não calibradas, cacos (cavacos) e filetes.