Para o setor de rochas ornamentais e
de revestimento, o termo granito designa um amplo conjunto de rochas
silicáticas, abrangendo monzonitos, granodioritos, charnockitos,
sienitos, dioritos, diabásios/basaltos e os próprios granitos.
A composição mineralógica dos “granitos”
é assim definida por associações muito variáveis
de quartzo, feldspato, micas (biotita e muscovita), anfibólios
(sobretudo hornblenda), piroxênios (aegirina, augita e hiperstênio)
e olivina. Alguns desses constituintes podem estar ausentes em determinadas
associações mineralógicas, anotando-se diversos
outros minerais acessórios em proporções bem mais
reduzidas. Quartzo, feldspatos, micas e anfibólios são
os minerais dominantes nas rochas graníticas e granitóides.
Macroscopicamente, o quartzo é reconhecido como o mineral incolor
ou fumê, geralmente translúcido, muito comum nos granitos,
podendo-se também encontrá-lo na cor azulada em rochas
específicas.
Os feldspatos (microclínio, ortoclásio e plagioclásios),
são os principais balizadores do padrão cromático
das rochas silicáticas, conferindo as colorações
avermelhada, rosada e creme-acinzentada nos granitos homogêneos
(isótropos) e orientados/movimentados (anisótropos).
A cor negra variavelmente impregnada na matriz das rochas silicáticas,
é conferida pelos minerais máficos (silicatos ferro-magnesianos),
sobretudo anfibólio (hornblenda) e mica (biotita), chamados vulgarmente
de “carvão”.
Nos granitos mais leucocráticos (claros), portanto com menor
quantidade de minerais ferro-magnesianos, o quartzo e o feldspato compõem
normalmente entre 85% e 95% da rocha.
A textura das rochas silicáticas é determinada pela granulometria
e hábito dos cristais, sendo a estrutura definida pela distribuição
desses cristais. Composição, textura e estrutura representam
assim parâmetros de muito interesse para caracterização
de granitos e sua distinção dos mármores.