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 ROCHAS ORNAMENTAIS NO SÉCULO XXI    
 Conclusões

- Consumo Interno

Projetando-se um crescimento anual de 15% em valor para as exportações brasileiras, compatível à taxa média dos últimos 3 anos e portanto factível para os próximos 3 anos, será atingido um patamar de US$ 355 milhões em 2002 e de US$ 618 milhões em 2006. No ano 2000, as exportações brasileiras sofreram um incremento de 12% em peso e de 5,9% na participação percentual em peso de rochas processadas no total exportado, traduzindo o referido crescimento de 16,8% em valor sobre 1999.ver tabela

Com base em uma simulação compatível à performance do ano 2000, que admite incremento de 10% ao ano em peso das exportações, além de incremento de 5% ao ano de participação percentual em peso de rochas processadas no total exportado, as exportações brasileiras atingiriam faturamento de US$ 750 milhões no ano de 2006; isto representaria a duplicação em peso e a triplicação em valor das exportações brasileiras.

Se for admitido incremento de 10% ao ano de participação percentual em peso de rochas processadas no total exportado, teríamos a mesma duplicação em peso porém quadruplicação em valor das exportações, atingindo-se US$ 1 bilhão no ano de 2006.

Estudos recentes do Banco Mundial mostram que a cada US$ 1 bilhão exportado gera-se de 50 mil a 70 mil empregos. Considerando-se a projeção de 15% de incremento anual das exportações do setor de rochas, pode-se assim estimar a geração de no mínimo 17,5 mil a 24,5 mil empregos até o ano 2006. Segundo outras simulações, que prevêem crescimento mais acentuado e possível de participação de rochas processadas nas exportações, o setor poderá gerar até 54,1 mil empregos no mesmo período, o que representa aumento de 50% da mão-de-obra direta atualmente alocada no setor.

A partir de simulações de demanda de bens de capital para o parque industrial, elaboradas através das projeções de exportação e consumo no mercado interno, vislumbra-se a necessidade de agregação de no mínimo 560 novos teares, 190 novas politrizes e 50 novos talha-blocos, até o ano 2006. O atendimento das demandas necessárias para atualização do parque industrial, prevê investimentos de no mínimo US$ 1 bilhão até 2015.

A indústria de bens de capital, instalada no Brasil, não tem capacidade de atendimento da demanda projetada.

Com o objetivo de atender a demanda projetada de serragem para 2015, será necessário atingir uma produção primária de blocos da ordem de 14 milhões t/ano, o que representa um incremento de 3,5 vezes a atual produção. Considerando-se um universo estabilizado de 1.000 pedreiras ativas no Brasil, seriam necessários investimentos de conversão da atual produção primária média de 150 m³/mês por pedreira, para cerca de 500 m³/mês, o que representa investimentos em bens de capital de cerca de US$ 350 mil por pedreira até 2015, totalizando-se US$ 350 milhões.

O parque industrial brasileiro de beneficiamento encontra-se tecnologicamente defasado, sobretudo pela antigüidade das máquinas e equipamentos em operação. A modernização desse parque industrial poderá ser viabilizada através da adequação/automação das máquinas e equipamentos já instalados e com até 10 anos de uso, e sobretudo através da aquisição de bens de capital tecnologicamente atualizados.

Deve-se mencionar que a maior parte dos teares em operação no Brasil tem mais de 10 anos de atividade e não incorporaram equipamentos periféricos que otimizariam sua produtividade.

Pode-se neste sentido destacar a importância de acoplamento de dosadores de cal, recuperadores de granalha, ajustadores automáticos de biela, tensionadores hidráulicos de lâmina e controles automáticos de cala.

O fortalecimento do mercado interno, considerado básico para o desenvolvimento das exportações de produtos acabados e serviços, exige investimentos para modernização das marmorarias, destacando-se que, exceção eventual feita as fresa-pontes, inexiste produção brasileira de máquinas automáticas para acabamento.


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