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 ROCHAS ORNAMENTAIS NO SÉCULO XXI    
 Situação Brasileira

- Quadro Setorial

O quadro setorial brasileiro pode ser ilustrado pela produção de 500 variedades comerciais de rochas, entre granitos, mármores, ardósias, quartzitos, travertinos, pedra sabão, basaltos, serpentinitos, conglomerados, pedra talco e materiais do tipo pedra Miracema, pedra Cariri e pedra Morisca, derivadas de quase 1.300 frentes de lavra. Os granitos perfazem cerca de 60% da produção brasileira, enquanto 20% são relativos a mármores e travertinos e quase 8% a ardósias. ver tabela

O setor brasileiro de rochas ornamentais movimenta cerca de US$ 2,1 bilhões/ano, incluindo-se a comercialização nos mercados interno e externo e as transações com máquinas, equipamentos, insumos, materiais de consumo e serviços, gerando cerca de 105 mil empregos diretos em aproximadamente 10.000 empresas. O mercado interno é responsável por quase 90% das transações comerciais e as marmorarias representam 65% do universo das empresas do setor.

O desdobramento dos blocos de rochas ornamentais no Brasil se dá principalmente através da utilização de teares. O parque de beneficiamento opera com quase 1.600 teares, e tem capacidade de serragem estimada em 40 milhões de m²/ano.



- Produção

A extração brasileira de rochas totaliza 5,2 milhões de toneladas/ano. Os estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia respondem por 80% da produção nacional. O estado do Espírito Santo é o principal produtor, com 47% do total brasileiro. O estado de Minas Gerais é o segundo maior produtor e responde pela maior diversidade de rochas extraídas. ver tabela


- Exportação


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Considering the 26 NCM’s discriminated in this work, for the dimension stones accommodation Brazilian exports during 2000 reached US$ 271.54 million and 1.1 million tons, having a positive variation of respectively 16.8% (in value) and 12% (in volume) compared to 1999.


No ano 2000, 508 empresas distribuídas em 22 estados da Federação, compuseram a base exportadora de rochas. No ano de 1999, cerca de 71% das exportações de rochas processadas, em valor, foram destinadas aos EUA, enquanto que para a Itália foram remetidos 40% em peso das exportações de rochas brutas, caracterizando uma concentração muito elevada de vendas para esses dois mercados.

Destaca-se um aumento contínuo das exportações brasileiras durante toda a década de 90. A barreira dos US$ 100 milhões foi ultrapassada em 1993 e a dos US$ 200 milhões atingida em 1997. A tendência registrada a partir de 1996, mostra recuo das exportações de rochas silicáticas em bruto e pequena expressão das rochas carbonáticas em bruto.

No ano de 1999, o Brasil teve participação de 0,3% nas exportações mundiais de rochas carbonáticas brutas (blocos de mármore, posição 25.15), de 9,9% nas de rochas silicáticas brutas (blocos de granito, posição 25.16), de 1,3% nas de rochas processadas simples (pedras de calcetar, posição 68.01), de 1,4% nas de rochas processadas especiais (produtos de mármore e granito, posição 68.02) e 5,6% nas de ardósias (posição 68.03), compondo 4,9% do volume físico do intercâmbio mundial.

Esse desempenho posicionou o Brasil como sexto maior exportador mundial de rochas em volume físico, atrás da Itália, China, Índia, Espanha e Portugal e à frente da África do Sul, Turquia, Coréia do Sul, Grécia, Finlândia e Alemanha. Quanto às exportações de granitos brutos, o Brasil colocou-se em quarto lugar com 9,9%, atrás da Índia (18,2%), África do Sul (11,7%) e China (10,4%), situando-se em 12º lugar das exportações mundiais de rochas processadas.


Observou-se expressivo crescimento das exportações brasileiras de ardósias e quartzitos foliados, bem como a participação de pedra sabão e serpentinitos nas exportações. Tais materiais, caracterizados pela produção e beneficiamento regionalizados, já representaram 13,6% em valor e 10,4% em peso das exportações brasileiras de rochas no ano 2000.
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As exportações do Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia, que são os principais estados produtores, totalizaram cerca de US$ 210 milhões em 2000. O Espírito Santo consolidou sua posição de principal produtor e exportador, respondendo no ano de 2000 por 44%, em peso e valor, do total das exportações brasileiras. O Rio de Janeiro teve um dos mais expressivos crescimentos de exportação de rochas processadas.
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São declinantes desde 1998, em peso e valor, as exportações totais e sobretudo de rochas graníticas de Minas Gerais, que têm seus negócios centrados na venda de blocos para grandes compradores italianos. Esta queda foi atenuada pelo expressivo crescimento das ardósias e quartzitos foliados, que em 2000 já representaram 47,9% em valor das exportações mineiras de rochas.

Situação menos aguda, porém semelhante, é observada para a Bahia, cujas exportações foram ultrapassadas pelo Rio de Janeiro em 2000. A questão da agregação de valor dos produtos beneficiados pode ser aqui exemplificada, pois em peso o Rio de Janeiro exportou 32% do total da Bahia, enquanto em valor as exportações cariocas foram 5% maiores que as baianas.

No ano de 1999 as rochas processadas representaram 19,5% em volume físico do total exportado, enquanto em valor corresponderam a 49,6% do faturamento.

No ano 2000 as rochas processadas representaram 25,4% em peso e 56,5% em valor das exportações.


Já em 1999 o valor das exportações das rochas processadas equiparou-se ao dos blocos e no ano 2000 a exportação de produtos semi-elaborados já ultrapassou a de matéria-prima, o que caracteriza a desejada modificação do perfil da indústria exportadora.

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O melhor desempenho do Espírito Santo e do Rio de Janeiro com exportação de rochas graníticas processadas, bem como de Minas Gerais com ardósias e quartzitos foliados, está lastreado na existência de parques industriais de beneficiamento e em uma base de competitividade firmada para produtos acabados/semi-acabados no mercado interno. Tais atributos acabaram por viabilizar até o incremento das exportações de blocos de granito pelo Estado do Espírito Santo, exportações estas, agora não controladas por grandes contratos de exclusividade.

- Importações

No ano 2000, as importações brasileiras totalizaram US$ 21,9 milhões e registraram queda de 10,0% em relação a 1999, invertendo-se uma tendência forte de incremento ao longo de toda a década de 1990. A grande maioria das importações refere-se a chapas de mármores e travertinos, sobretudo provenientes da Itália, Espanha e Grécia.
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O crescimento da importação na década de 1990 foi decorrente da queda das alíquotas do imposto de importação, suprindo uma deficiência de atendimento para o mercado imobiliário de alto padrão, já que a produção brasileira de mármores é limitada quanto à variedade e quanto à quantidade . As quedas registradas em 1999 e 2000 foram decorrentes da desvalorização cambial promovida no início do ano de 1999.


- Consumo Interno

O consumo interno aparente de blocos de mármore e granito, segundo dados oficiais do Sumário Mineral Brasileiro, foi de 1,67 milhões de toneladas no ano de 1999, com crescimento 19,7% em relação a 1998. Esses valores de 1999 seriam equivalentes a 18,3 milhões de m²/ano e corresponderiam a 3,5% do consumo mundial de chapas, traduzindo um consumo per capita de 7 a 8 kg/ano de mármores e granitos. Se for no entanto considerada a produção real de blocos de mármore e granito estimada neste trabalho, bem como a das demais variedades de rochas exploradas no Brasil, o consumo interno atinge cerca de 50 milhões m²/ano, equivalentes a 25 kg per capita.


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